• Diego Spinelli

Linhas miofasciais e sua evidência

Atualizado: 18 de Ago de 2019



O tecido miofascial está sendo cada vez mais estudado e investigado para nos dar subsídio a linha de pensamento sobre pensar no corpo como um todo (unidade tensional) e não em isolamento, como base para as desordens musculoesqueléticas e também a forma de se ver o treinamento físico. Essa revisão sistemática conduzida na Goethe University Frankfurt/Main, Department of Sports Medicine, Germany, trabalha com a existência de seis meridianos miofasciais proposta por Thomas Myers (Anatomy Trains), com base em estudos de dissecação anatômica. A varredura dos artigos relevantes que foram publicados entre 1900 e dezembro 2014 e procurados no MEDLINE (Pubmed), ScienceDirect e Google Scholar. Mediante ao que foi achado: . Alta evidência : (1) Superfical Back line = Linha superficial posterior, (2) Functional Backline = Linha funcional posterior, (3) Functional Frontline = Linha funcional anterior; . Moderada evidência: (5) Lateral Line = Linha lateral, (4) Spiral line = Linha espiral; . Pouca evidência: (6) Superficial front line = Linha superficial anterior. Embora o conceito de meridiano miofascial seja amplamente utilizado por terapeutas, alguns profissionais de ed.física, fisioterapia e medicina osteopática, a base científica para as conexões propostas ainda é uma questão de debate. A presente revisão fornece a primeira evidência sistemática baseada em estudos de dissecação de cadáveres, e sugere que a maioria dos músculos do corpo humano está diretamente ligada por tecido conjuntivo. O sistema de meridianos miofascial representa uma abordagem promissora para transferir princípios de tensegridade na prática. A transmissão de tensão ao longo dos meridianos pode abrir uma nova fronteira para a compreensão da dor referida e proporcionar uma base racional para o desenvolvimento de mais abordagens de tratamento e treinamento holístico, pois quando se fala de corpo humano os pensamentos devem andar juntos, seja na recuperação de lesões, desempenho atlético e/ou exercício. Mas devemos estar cientes de que as implicações funcionais devem ser cada vez mais estudadas. Fonte: Wilke J, Krause F, Vogt L, Banzer W. What is evidence-based about myofascial chains? A systematic review. Physical Medicine and Rehabilitation. 2015 july: 10.1016/j.apmr.2015.07.023.


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