• Diego Spinelli

Fáscia toracolombar - E sua função no movimento

Atualizado: 18 de Ago de 2019



O elevado número de mecanorreceptores encontrados na fáscia toracolombar (e em todos os fáscia) indica que o sistema de tecido conjuntivo fascial fornece um papel importante de feedback sensorial para o corpo. Soltar (“liberar”) fibras fasciais hiperativas reduzindo a entrada e regulando a informação neural é uma boa estratégia para restabelecer o movimento e a repadronização no subsistema oblíqua posterior. E o por que ela é tão importante?

Ela tem a “chave” na estabilização, geração, dissipação e liberação de força necessária para a locomoção humana.Sem ela, você não poderia estabelecer um padrão contralateral de movimento alternado para caminhar. Você seria incapaz de se mover!

As suas fibras internas se conectam as fibras posteriores dos oblíquos internos e do diafragma, desempenhando assim um papel na estabilização do núcleo através da sua contribuição para a pressão intra-abdominal (IAP). Insuficiente IAP leva a má padronização de estabilização proximal e restrição dos movimentos de mobilidade distais.

Sinais de Disfunção da FTL

Quais são alguns dos possíveis sinais de uma fáscia toracolombar (FTL) compensando ​​por excesso de trabalho? Aqui estão 10 sinais:

  1. “Aperto”, espasticidade e aumento tom na coluna torácica baixa e região lombar / paravertebral que sempre retorna, mesmo depois de realizar uma terapia localizada;

  2. Aumento da lordose lombar com dor/fixa crônica da coluna lombar;

  3. Sacroilíaca bloqueada / fixa;

  4. Ombro doloroso e dor no quadril que não melhora com tratamento localizado para essas áreas;

  5. Incapacidade de expandir a caixa torácica com a respiração diafragmática;

  6. Diminuição da rotação da coluna torácica;

  7. Fixação da articulação do quadril com a diminuição da amplitude de movimento;

  8. Padrão alterado da marcha. Braço contralateral sem movimento em relação ao balanço da perna;

  9. Dores de cabeça sub-occipital ou dor na fáscia plantar, devido ao trajeto fascial através da "linha superficial posterior" referência Thomas Myers (Anatomy trains);

  10. Espasmo e/ou fraqueza no músculo quadrado lombar.

Restaurar a eficiência do FTL no subsistema oblíquo posterior pode fazer algumas melhorias rápidas na lista acima. Se a FTL é hipertônica, outros componentes sinérgicos do trajeto fascial pode tornar-se inibido, levando a padronização de movimentos inadequados.

Passos para melhorar a função da FTL

  1. “Solte” a tensão da fáscia toracolombar por meio de técnicas de tecido mole e/ou terapia manual. Exemplos incluem a liberação ativa, Graston, Rolfing, liberação miofascial, etc. Você também pode usar laserterapia, ultra-som, agulhamento à seco, percussão, etc.

  2. “Ative” os grupos de músculos muitas vezes inibido ao longo da cadeia (glúteo máx e latíssimo do dorso). Uma fácil opção de exercício é, em decúbito dorsal: ativação e extensão de braço bilateral para latíssimo do dorso com elástico + elevação de quadril unilateral para o glúteo máx;

  3. Repetir 1 ou 2 x 6-8 vezes, se necessário comece de forma isométrica focando o aprendizado;

  4. Analise em pé os padrões da marcha antes e após a intervenção. Observe a diferença da marcha (balanço do braço, balanço da perna, rotação torácica) perceba o quanto seu cliente consegue controlar esse movimento. E após a intervenção peça ao cliente que diga se percebeu alguma diferença no movimento (se está mais fácil, livre, fluído).

Depois de entender como cargas e forças são transferidas através do corpo, você pode começar a ver por que a dor encontrada em outras áreas (região lombar, glúteos / piriforme, sacroilíaca, posterior de coxa e etc.) pode ser devido a problemas na fáscia toracolombar, por exemplo. A dor só lhe diz que há um problema, nem sempre lhe diz qual é o problema e o por que isso é um problema.

Porque a fáscia toracolombar é o centro do padrão (cruzado) de X do corpo humano e um grande participante em praticamente todos os movimentos do tronco, uma irregularidade a esse tecido pode causar várias limitações em alguns padrões de movimento e um dano potencial em seu cliente.

Quer melhorar funções na movimentação humana?

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Fonte:

· Chaitow L, Delany J. Clinical Application of Neuromuscular Techniques – Volume 2: The Lower Body. Churchill Livingstone. Philadelphia, PA. 2002.

· Cook G. Movement: Functional Movement Systems: Screening, Assessment, and Corrective Strategies. Aptos, CA: On Target Publications, 2010.

· Hammer WI. Functional Soft-Tissue Examination and Treatment by Manual Methods. Jones and Bartlett Publishers. Sudbury, MA, 2007.

· Willard FH, Vleeming A, Shuenke MD, et al. The thoracolumbar fascia: anatomy, function and clinical considerations. J Anat, 2012 Dec;221(6):507-36.

· Schleip R. Fascial plasticity: A new neurobiological explanation, part 1. J Bodywork Mov Ther, 2003;7(1):11-19.

Tradução adaptada: http://www.dynamicchiropractic.com/mpacms/dc/article.php?id=56728#.V83imHqbQTw.twitter

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