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  • Diego Spinelli

Exercícios com flexão de tronco são perigosos para coluna?


Provavelmente você já ouviu dizer que a coluna tem um número de ciclos de flexão ideal, que esse movimento em excesso pode levar a uma dor lombar, provocar um hérnia ou até mesmo um desgaste maior nas estruturas. Mas, analisando essa revisão [1] (Contreras B. and Schoenfeld B. 2011) temos uma analise dos riscos dos exercícios dinâmicos de flexão do tronco (Abdominal = “Crunch”), seus potenciais benefícios e a aplicação deles em programas de exercícios.



Aqui temos essas considerações:

  • O movimento da coluna vertebral melhora a hidratação do disco;

  • A flexão da coluna aumenta nutrientes para a região posterior do disco;

  • Pode contribuir para um mecanismo positivo para o disco;

  • Exercícios de flexão dinâmica são superiores aos isométricos para hipertrofia muscular abdominal.


Os autores recomendam um intervalo de aproximadamente 48hs entre os exercícios para essa região, pois os discos intervertebrais são pouco vascularizados com baixos níveis de transporte de metabólitos, sua taxa de remodelação fica um pouco diferente de outros tecidos. Diretrizes específicas variam muito de acordo com o individuo, suas necessidades e habilidades, uma progressão de exercícios isométricos e dinâmicos de acordo com o condicionamento atual do indivíduo é o mais apropriado. Mas em nenhum momento é dito que esses detalhes causam problemas na coluna!


Com base nesse estudo, é prematuro concluir que a coluna vertebral tem um número limitado de ciclos de flexão. Afirmar que exercícios de flexão dinâmica são prejudiciais para a coluna nos casos de indivíduos saudáveis ​​permanece altamente especulativo e baseia-se amplamente na extrapolação de estudos realizados em modelo in vitro de animais, que é de relevância questionável para o modelo in vivo, principalmente no que se refere a biomecânica da coluna humana.


Agora vamos a outro estudo, [2] (Abe T. et al. 2016) onde foram selecionadas 93 mulheres (entre 53 e 78 anos) participantes de atividades esportivas regulares (AER) pelo menos duas vezes por semana e durante os últimos 3 anos, passaram por uma avaliação com três testes físicos e um de preensão manual com dinamômetro:

  • Força abdominal (quantidade máxima possível em 30 segundos);

  • Teste de caminhada de 4 metros (foi cronometrado o tempo mais rápido possível);

  • Teste de sentar e levantar de uma cadeira 5 vezes (foi cronometrado o tempo mais rápido possível);

  • Todas fizeram exames corporais DEXA para avaliar a massa muscular (magra) de todo o corpo.

As participantes que conseguiam realizar mais de 10 abdominais em 30 segundos, eram consideradas com boa massa muscular e função física. Nesse caso, não ficou claro se a aderência nas AER afetou diretamente esse desfecho. Existe uma associação entre o teste de preensão manual e força abdominal com a sarcopenia.


Em conclusão, os presentes dados sustentam a hipótese que a capacidade de fazer abdominais pode ser um indicador para determinar um possível aumento da sarcopenia em mulheres mais velhas, embora seja necessária mais pesquisas.



*Esse foi um texto traduzido e adaptado de @adammeakins


Referências:

[1] Contreras B. and Schoenfeld B. To Crunch or Not to Crunch: An EvidenceBased Examination of Spinal Flexion Exercises, Their Potential Risks, and Their Applicability to Program Design. Strength and Conditioning Journal (2011)


[2] Abe T. et al. Associations of sit-up ability with sarcopenia classification measures in Japanese older women. Interventional Medicine & Applied Science (2016)


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